REPLANTANDO VIDA
Ações ambientais
Com 25 anos de atividade completados em 2026, o Replantando Vida é o programa socioambiental da Cedae que alia o reflorestamento à ressocialização de pessoas em cumprimento de pena. Ao longo desse período, o programa já plantou 4,5 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica e restaurou cerca de 2 mil hectares de áreas prioritárias para a conservação dos recursos hídricos.
O Replantando Vida conta com oito viveiros no Estado do Rio, sendo três localizados dentro de unidades prisionais. Nesses espaços de cultivo, são produzidas mudas de 260 espécies nativas, incluindo 40 ameaçadas de extinção, com capacidade de produção anual de 2,3 milhões de mudas.
Cerca de 6 mil pessoas já participaram do programa, consolidando a Cedae como a empresa que mais emprega mão de obra de pessoas em cumprimento de pena no país. Atualmente, 550 apenados atuam em diferentes setores da Companhia. As atividades incluem trabalho em viveiros, plantio, oficina de costura, além de serviços de limpeza e manutenção. Os participantes recebem salário-mínimo, auxílio-transporte e alimentação, além do benefício de redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados.
O programa já conquistou 36 prêmios e selos nas áreas de sustentabilidade e responsabilidade social.
Um dos principais polos do Replantando Vida é o Centro de Ressocialização Chagas Freitas, ecossistema criado pela Cedae na ETA Guandu, em Nova Iguaçu, para recebimento, orientação e capacitação de pessoas em cumprimento de pena. A unidade conta com equipe técnica que coordena o processo de contratação e capacitação, que inclui seleções em presídios, entrevistas, ambientação e treinamento dos apenados para atuação nos setores da Companhia.
Por meio das ações do Centro de Ressocialização Chagas Freitas, a mão de obra prisional passa a participar ativamente do ciclo de atividades da Cedae, realizando tarefas relacionadas ao tratamento de água, confecção de uniformes, jardinagem, atendimento no call center, além de serviços gerais, administrativos e operacionais.
Na frente ambiental, os integrantes atuam em todas as etapas da cadeia produtiva da restauração florestal, que vão desde a coleta de sementes, produção de mudas florestais, plantio, manutenção e monitoramento dos reflorestamentos para proteção e recuperação de mananciais.
Dados do programa
- Mais de 35 prêmios e selos de sustentabilidade e responsabilidade social conquistados;
- 600 apenados trabalham atualmente no programa;
- 6 mil pessoas já passaram pelo Replantando Vida;
- O programa produz mudas de 260 espécies nativas da Mata Atlântica, 40 delas ameaçadas de extinção;
- Os viveiros têm capacidade de produzir 2,3 milhões de mudas por ano;
- Ao todo, 4,5 milhões de mudas já foram plantadas, num total de 2 mil hectares de áreas verdes recuperadas;
- 8 viveiros florestais mantidos na Região Metropolitana do Rio;
- Trabalho contínuo de reflorestamento às margens do Rio Guandu, responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e do Rio Macacu, que abastece mais de 2 milhões de pessoas no Leste Fluminense por meio do Sistema Imunana-Laranjal;
- Programa de Restauração Florestal do Corredor Tinguá-Bocaina vai recuperar, até 2050, mais de 30 mil hectares de mata em trecho que engloba nove municípios do Rio de Janeiro.
Metodologia Replantando Vida
A publicação em dois volumes lançados em 2025 detalha a trajetória, a metodologia e os resultados do programa, além de apresentar um diagnóstico da força de trabalho, composta por pessoas em cumprimento de pena.
O primeiro volume serve como guia para a replicação do programa por outras empresas e instituições. O livro esmiuça a estrutura e a implantação do programa, etapas de contratação, fluxos de seleção e organização do trabalho, além do papel fundamental dos viveiros florestais da Companhia, incluindo aqueles localizados em unidades prisionais.
O segundo volume traz um estudo sobre o impacto do programa na vida dos apenados que participaram do Replantando Vida nos últimos dois anos.